Mentiras que contamos

Por que se dar ao trabalho de fazer um C.V. totalmente honesto se as frase que mais ouvimos em entrevistas são: Aqui tem pouca rotatividade! ou Nossos funcionários mais novos estão com a gente há mais de 5 anos. ou Aqui nós valorizamos os funcionários, sempre damos oportunidades pra quem já está aqui dentro.

 

Resultado: você é contratado e uma semana depois está se matando de trabalhar por que 2 pediram conta e 1 foi demitido.

Resultado #2: você se dá conta que está há 5 anos na empresa, ainda trabalhando como secretário do ajudante do faxineiro.

Função real diferente da que consta na carteira de trabalho

Sem querer entrar no assunto de ser ilegal essa prática, só gostaria de deixar registrado uma coisa: é humilhante passar por uma entrevista e ser contratado e ainda ter a sensação de que você estava mentindo o tempo inteiro por que sua função na carteira não condiz com a realidade.

Já mencionei aqui o constrangimento que ocorre durante as entrevistas. Imagina você falar com convicção que trabalhou com qualquer coisa que seja importante e digno de ser contado como experiência e você ainda ser questionado se isso pode ser comprovado na carteira (SIM, ISSO ACONTECEU COMIGO), afinal, sua palavra não vale de nada! Agora imagina que você passou pela entrevista, foi contratado, teve que levar sua carteira onde diz que você trabalhou como “auxiliar de”  como se todo o meu trabalho fosse reduzido ao de uma mera ajudante que fica fazendo telefonemas e atendendo clientes. E quanto a todas as minhas outras funções? E quanto a todos os problemas que eu tive que solucionar?

Eu não estou pedindo pra me pagarem mais, de acordo com o piso salarial. Só estou pedindo um pouco de credito por qualquer função que eu venha exercer.

Pagando mico no banheiro

Bom, esses dias um fato curioso e nojento me ocorreu.

O banheiro que utilizamos no serviço estava em manutenção e tivemos que usar o mesmo banheiro da diretoria. Como esse banheiro estava sendo utilizado por homens e mulheres ele estava…digamos…nojento! Cheio de respingos!

Quando crianças, as meninas sempre aprendem com as mães que devemos forrar o vaso e mesmo assim evitar o contato. Foi o que fiz! Forrei o vaso com o papel higiênico e fiz o meu xixi. Ao levantar, o papel higiênico caiu dentro no vaso. Quando dei a descarga, o maldito não descia. Sabe aqueles papéis higiênicos grossos, de várias camadas? Então!

Eu desesperei por que os diretores ficam sentados exatamente em frente à porta do banheiro. Não tinha como sair de fininho. E não queria tentar dar a descarga novamente pois achariam que eu tinha feito cocô!

No meu desespero, comecei até a suar! Fiquei desesperada olhando pra todos os cantos, imaginando o que iria fazer. A solução estava bem na minha frente. Na pia estava uma embalagem de papel higiênico que alguém abriu e deixou ali mesmo. Calcei o saco como uma luva e puxei o papel higiênico com a mão mesmo e joguei os dois na lixeira. Apesar de não terem encostado na água, lavei as mãos durante vários segundos, com vontade de vomitar. E saí de lá com vontade de rir.

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A hipocrisia das entrevistas: um desabafo

Nunca concordei com o jeito como as entrevistas são conduzidas. Elas te induzem a mentir! As perguntas são feitas de um jeito que você tem que citar qualidades que todo mundo tem. Ou qualidade que sabe que te faltam, mas ai de você se não citá-las: “Eu sou competente! Eu sei trabalhar em equipe! Tenho iniciativa! Sou esforçado!”. 

E os defeitos? Se escolhemos características que não fazem de nós terríveis funcionários e que todo mundo também tem, então não são defeitos, na minha humilde opinião: “Eu sou perfeccionista! Eu sou muito detalhista! Eu sou muito ansiosa!

Vamos por partes! Em relação às qualidades que acabei de citar. Eu confesso que acabo dando as respostas genéricas de sempre. Mas quem se importa com as minhas verdadeiras qualidades? Eu adoro ler, eu sou uma pessoa curiosa e tenho vontade de aprender sempre mais. Três qualidades verdadeiras…só a última seria considerada uma boa resposta numa entrevista.

E os defeitos? Queridos, ser perfeccionista e detalhista é a melhor qualidade pra grande maioria dos trabalhos que consigo imaginar. Por que colocar como defeito aquilo que obviamente não é? Por que eles querem que você minta!

Juro que meu sonho era chegar e dizer a verdade: “Olha, eu posso chegar atrasada porque às vezes meu despertador toca e eu sonho que é final de semana e acabo desligando o relógio. Eu sempre faço o serviço, mas tem dia que estou preguiçosa. Eu adoro procrastinar! Se eu puder delegar as tarefas, melhor ainda! Eu tenho dificuldades de aprender. Às vezes eu pergunto várias vezes a mesma coisa pra ter certeza. Eu sou muito honesta e falo tudo que penso, mesmo que isso não seja o que o senhor deseja ouvir. E se eu estou certa, estou certa, nem adianta me convencer!” Olha, se fosse eu o entrevistador, juro que pensaria na possibilidade de contratar alguém assim.

E quanto às dicas que sempre lemos na internet?

– Ter um aperto de mão firme, o que demonstra segurança: na minha opinião, uma visão totalmente machista que diz que o ser mais forte fisicamente está mais apto pra exercer uma função. Sem contar que me fez passar vergonha em todas as vezes que esmagaçalhei a mão de um delicado que apertou a minha.
– Demonstrar segurança: Como? Estou frente-a-frente com um ser que já está empregado enquanto eu não estou e está lá apenas pra me julgar por qualidades que eu não tenho e por defeitos que nada têm a ver com a função. E minha timidez, não conta? Eu ser tímida e gaguejar em certas perguntas me faz inapta?
– Fazer perguntas, mostrando-se interessado: Quer dizer que se eu entendi tudo eu tenho que me fazer de sonsa?
– Auto elogiar-se: Como não? Não queria minhas qualidades, agora vai ouví-las, seu fdp!

Enfim, acho que o melhor é ser tão hipócrita quanto e garantir meu emprego, mesmo sem concordar!

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Recebi minha primeira crítica!

Como quem manda nessa droga sou eu, resolvi não publicar!

Veio um infeliz dizer que eu estava no mesmo nível do meu ex chefe. Qualquer pessoa que tenha sido trabalhador nessa vida e não tenha sido reconhecido por isso ou maltratado injustamente concorda comigo. Vai tentar semear a discórdia em algum videozinho de youtube. Aqui não!

 

P.S.: Ainda estou tentando editar aqui. Não consigo mais alterar aquela barra lateral do blog. Se alguém souber, comenta aí!

Mudou o layout do WordPress?

Não estou sabendo editar algumas coisas nesse blog.

Maldade, Depressão, Religião

Por (Ex) Escrava Infeliz 1

Por acaso caí nesse post (de um site muito bom, por sinal) e lembrei imediatamente do meu ex chefe. Fala a respeito do grande número de líderes de empresas que sofrem de depressão e tomam remédios para tentarem lidar com a pressão do dia-a-dia no trabalho. E como muitos desses líderes têm alguma crença religiosa, pois não sentem-se a vontade para desabafar com colegas de trabalhos, que podem achá-los fracos.

 

O Eustáquio era desse jeito. O que eu não entendo era a maldade dele. A mente desequilibrada dele podia até fazê-lo pensar que é simples assim: você maltrata um ser humano julga ser pior do que você e a noite reza e pede a Deus para continuar de trazendo dinheiro e te livrar das dificuldades e problemas que sua empresa pode enfrentar!

 

Pra mim não é bem assim. Pra mim, caso eu faça algo ruim, só se pode rezar se for pra pedir perdão e para conseguir mudar o seu jeito maldoso de ser. Acho que nunca entendi mesmo como pessoas ruins conseguem ter a cara-de-pau (isso mesmo) de fazer algo ruim na terra e tentar conseguir algo bom dos céus sem arrependimento.

Ser gordo por que quer?

Por (Ex)Escrava-Infeliz 1

 Estava eu há dois dias lendo esa matéria sobre um atleta que engordou (engordou é caridade, vamos dizer que se tornou obeso mórbido) para entender a mente das pessoas que sofrem de problemas de peso. Resultado: por livre e espontânea vontade o fé-das-unha engordou cerca de 40kg em 6 meses.

Agora ele quer passar por um processo de emagrecimento para tentar ajudar os gordinhos. Eu sinceramente torço para que ele nunca mais dê conta de atingir o peso de antes. Trouxa!

Tem anos que eu estou tentando voltar ao meu peso ideal e me aparece esse otário. Única conclusão que vai tirar dessa experiência é que a gente precisa aprender a valorizar um pouquinho mais a nossa saúde, aparência (por que não?), alimentação. E quanto aos riscos que ele está correndo? Será que ele ao menos está preocupado com isso?

Inté!

Pânico de semi-conhecidos

Por (Ex)Escrava-Infeliz 1

Muitos dizem ter pânico de semi-conhecidos, mas poucos realmente conhecem o grau de intensidade desse pesadelo. Eu me deparei com esse tipo de pânico precisamente hoje. Fui atender uma pessoa no trabalho e era uma menina com quem havia estudado anos atrás. Como ela se dirigiu a mim, não tinha como usar alguma das diversas maneiras de escapar de semi-conhecidos: fingir que não conhece e continuar andando; diminuir o passo para dar tempo da pessoa ir embora; olhar para o outro lado; fngir uma conversa no celular, etc etc etc.

Eu cumprimentei como se a conhecesse e ela como se não. O que me fez pensar que talvez ela também tenha o tal pânico e tivesse utilizando a técnica de fingir que não me conhecia. Pelo menos isso serviu pra ela, pois eu sentia que estava ficando sem ar, vermelha, suando e gaguejando.

Por que isso acontece, gente? Depois fiquei me sentindo uma idiota! 

Recomendo esse post que fala exatamente sobre isso. Adoro esse blog (Hyperbole and a Half) , me faz rir muito! Fala justamente de como pode ser constrangedor encontrar com algum semi-conhecido, mas como ignorar esse semi-conhecido não pode ser considerado uma alternativa.

http://hyperboleandahalf.blogspot.com/2010/09/four-levels-of-social-entrapment.html